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RESENHA: Escape Room (2019)

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Escape Room

[Por Jarmeson de Lima]

“Escape Room” se inspira em uma nova febre de games da vida real que está rolando por aí. Para quem não está familiarizado com isto, essas espécies de gincanas são do tipo em que pessoas isoladas em um local tem que achar pistas em um determinado tempo para escapar e vencer o jogo. No Brasil, o mais próximo que chegamos disso é assistindo a algumas “Provas do Líder” do BBB.

Em tese, tudo é bem inofensivo e apenas testa a percepção e sagacidade dos participantes com enigmas e códigos a serem desvendados em troca de prêmios. Até que um dia algo dá errado… e pra infelicidade deste longa, rolou uma tragédia real alguns meses antes de seu lançamento, com a morte acidental de cinco adolescentes na Polônia ano passado em um desses espaços. O caso foi investigado pela polícia e desde então esse tipo de brincadeira tem sido rigorosamente mais controlada, evitando que se façam essas experiências imersivas em lugares abandonados.

Bem, em “Escape Room”, o local não seria um problema, uma vez que cada cenário é estritamente bem cuidado com uma caprichada direção de arte. O único ‘senão’ é que estas salas são preparadas justamente para evitar que alguém saia de lá vivo em uma engenhosidade tipicamente exagerada de ficções de terror. Foi assim que para não serem acusados de explorar a fatalidade real, os produtores adiaram o lançamento do filme para o começo deste ano pelo mundo, chegando no Brasil só agora.

Na trama em questão, vemos seis desconhecidos que foram chamados a fazer parte deste game visando alcançar um prêmio de US$ 10 mil. Um valor consideravelmente baixo se formos comparar com outras premiações por aí… mas como os participantes não sabem que suas vidas correm risco, eles topam o desafio. Alguns destes personagens são pessoas comuns em vidas rotineiras, mas que possuem traumas do passado que vão sendo revelados em situações chave.

Cada um recebe um convite, supostamente enviado por um amigo, e vão até o lugar indicado onde acontecem estes desafios. É aí que a aventura começa! Com salas fechadas que possuem diferentes obstáculos e armadilhas com apenas uma saída, “Escape Room” lembra um pouco o criativo “Cubo“, lançado há 22 anos. Mas para quem não lembra, o longa canadense mostrava uma versão bem mais aterrorizante do comportamento de estranhos confinados que lutam pela sobrevivência.

Dirigido por Adam Robitel, o mesmo que fez “Sobrenatural: A Última Chave” e “The Talking of Deborah Logan“, o filme não se arrisca muito além do script. Não fossem as previsíveis mortes, “Escape Room” pareceria um quadro de uma hora e meia do Caldeirão do Huck ou uma versão mais caprichada de um reality desses do Discovery.

Escala de tocância de terror:

Direção: Adam Robitel
Roteiro: Bragi F. Schut e Maria Melnik
Elenco: Taylor Russell, Logan Miller, Jay Ellis, Deborah Ann Woll
Origem: EUA
Ano: 2019

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RESENHA: Raw (2017)

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[Por Gabriela Alcântara]

É possível um filme ser grotesco e ainda assim ser extremamente belo e erótico. A prova pode ser vista em “Raw” (no Brasil traduzido também como “Grave”), de Julia Ducornau, que está disponível na Netflix. Apesar dele ter ganhado burburinho nos últimos anos por ter ganho diversos prêmios – incluindo o FRIPESCI da Semana da Crítica de Cannes – e teoricamente ter feito muitas pessoas vomitarem, confesso que evitei assisti-lo por um tempo – na verdade justamente por isso. (mais…)

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RESENHA: V/H/S (2012)

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Existe vida inteligente no found footage. Em meio a vários e vários filmes que exploram o estilo de falso documentário, é difícil encontrar algum que realmente se sobressaia. É aí que As Crônicas do Medo (V/H/S) entra na jogada. A trama é centrada em um grupo de criminosos cuja missão é encontrar uma misteriosa fita de vídeo em uma casa. Na busca pela fita certa, eles acabam encontrando e assistindo a uma série de vídeos de horror.

O enredo que se passa dentro da casa e amarra as pequenas histórias, que são independentes umas das outras, é fraca. Mas isso fica em segundo plano. O que aparece nas fitas encontradas é o que importa. São cinco curtas, cada um dirigido por um ou dois diretores. No total, são 10 dez profissionais dividindo a direção do filme.

Quando assisti ao trailer, algo que me chamava a atenção era como os efeitos especiais ficavam muito realistas quando inseridos em imagens de baixa qualidade (lembrando que a película é filmada totalmente com câmeras caseiras de VHS).

A primeira história mostra um grupo de jovens que compram uns óculos com uma mini-câmera e saem pelas baladas para filmar seus sucessos amorosos. Porém uma das moças que eles conhecem não é, digamos, muito sociável.

No segundo ato, acompanhamos um casal em uma viagem pelo interior dos EUA, onde eles registram tudo em vídeo. Nesse não dá pra falar mais sem entregar spoilers. É o único dos cinco onde o elemento sobrenatural não está presente, mas que possui um dos melhores finais.

O terceiro filme foi o que achei mais fraco. Um grupo de jovens vai a um lago no meio da floresta, fumar um e tomar banho pelado. É aí que eles têm uma desagradável surpresa. Apesar do roteiro fraco, a estética desse aqui deve ser apontada como um ponto a favor.

Na quarta história, temos um casal conversando pelas suas respectivas webcams. A menina acha que seu apartamento está sendo assombrado por fantasmas e sempre que algo de estranho acontece, ela liga para o cara para que ele a faça companhia. Muito boa história e efeitos.

Por falar em efeitos, é no quinto episódio que eles aparecem em sua melhor forma. Quatro jovens vão a uma festa na noite de Halloween e descobrem algo muito sinistro acontecendo na casa onde deveria estar acontecendo a farra.

A trama do grupo de criminosos tem um desfecho meia boca, mas isso não tira o mérito do filme. Concentre-se nos cinco curtas e divirta-se. A franquia teve mais duas sequências e a qualidade de alguns segmentos foi mantida, mas no geral também valem a pena serem vistos.

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RESENHA: Invasão Zumbi 2 – Península (2020)

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Peninsula

Esqueça o que você viu e gostou em “Invasão Zumbi” (Train to Busan). “Invasão Zumbi 2: Península” (Train to Busan 2: Peninsula) consegue ser tão genérico e pouco original que se não fosse da mesma franquia nem valeria a pena a conferida. Aliás, a ligação entre os dois filmes se dá apenas pela breve introdução em que falam que uma epidemia se espalhou por toda a Coreia do Sul e em pouco tempo o país ficou em lockdown total.

Neste começo até temos uma palhinha do que o filme poderia ser se não tivessem se perdido na megalomania. A cena no caso se passa em um navio de refugiados até o Japão onde um infectado faz mais estrago do que o exército que comanda a embarcação podia imaginar. Mas fica só nisso.

De resto, temos um salto de quatro anos onde mercenários em Hong Kong se especializam em saquear o que restou da Coreia do Sul enviando “mulas” em missões específicas. Aí é quando vemos que “Peninsula” vira um daqueles filmes pós-apocalípticos sem graça com direito a aqueles clichês que já vimos em “Resident Evil“, “Terra dos Mortos” e “The Walking Dead” com refugiados em bunkers contra zumbis que perambulam entre os escombros das cidades.

Se no primeiro filme desta franquia coreana tivemos como um dos pontos cruciais da trama um emocionante desfecho trágico em família, este longa utiliza-se disso como uma muleta para causar empatia com um núcleo de personagens. E falha miseravelmente. A mãe durona que tenta criar suas crianças com o pai/avô está longe de chamar atenção ou emocionar a quem já imagina que o destino deles não será dos mais felizes.

Tirando o aspecto tiro/porrada/bomba nos confrontos com os zumbis, os efeitos digitais deixam muito a desejar. As perseguições com carros atropelando zumbis lembram “Mad Max: Estrada da Fúria” num centro urbano mas com um CGI tão mal construído que parecem extraídos de “Guerra Mundial Z“, onde os mortos-vivos morrem igual a baratas e são vistos rapidamente em frações de segundos.

Considerando o sucesso mundial do primeiro filme, os produtores quiseram agora faturar alto com um orçamento bem maior e algumas concessões criativas transformando o longa em um tipo de filme de ação/aventura que por um acaso tem essas criaturas tão populares no universo do horror. A preocupação em atrair um público maior foi tanta que praticamente eliminaram a carnificina típica de um ataque zumbi para deixar as mortes dos vivos em off-screen.

Diante de tudo isso, não procure ter muitas expectativas ao assistir “Peninsula“. Claro que dependendo do seu grau de exigência, o filme possa ser um bom passatempo. O problema é que não se torna nada mais além disso, tornando-se aquele produto tipicamente enlatado que não precisaria ser revisto depois.

Escala de tocância de terror:

Diretor: Sang-ho Yeon
Roteiro: Sang-ho Yeon, Ryu Yong-jae
Elenco: Dong-won Gang, Jung-hyun Lee, Re Lee
País de origem: Coreia do Sul
Ano de lançamento: 2020

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