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DICA DA SEMANA: Maniac Cop – O Exterminador (1988)

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Maniac Cop

Que os anos 80 foram o “boom” dos slashers não é novidade nenhuma. Brutamontes assassinos com força sobrenatural e praticamente à prova de balas fizeram a alegria dos fãs do gênero durante a década dos mullets e casacos com ombreira. Mas com o passar do tempo a galinha dos ovos de ouro dos estúdios começou a mostrar cansaço.

Foi quando realizadores como Larry Cohen (que escreveu e dirigiu clássicos como “Nasce um Monstro“) e William Lustig (diretor do excelente “O Maníaco“, que viria a ter uma ótima refilmagem protagonizada por Elijah Wood, em 2012) resolveram tirar esses assassinos dos acampamentos de verão e trouxeram para a cidade grande, dando um tom de “realidade” aos filmes do subgênero.

Maniac Cop vem de uma Nova York decadente e violenta, onde uma jovem garçonete é assassinada. As testemunhas, que minutos antes do ocorrido estavam tentando assaltar a moça, apontam a autoria para um homem-da-lei. O único que aparentemente leva a sério a denúncia é o detetive Frank McCrae (o grande Tom Atkins, de “Night of the Creeps” e outros filmaços) que em sua busca por um policial com problemas psicológicos, acaba esbarrando em Jack Forrest (Bruce Campbell, que dispensa apresentações) que está sendo acusado de matar sua esposa. Para o departamento de polícia, o assassino serial foi encontrado, mas para McCrae e Theresa Mallory (Laurene Landon), a amante de Jack e também policial, a investigação está apenas começando.

Sabemos que Jack é inocente mas quem diabos está realmente matando transeuntes na Grande Maçã? A resposta vem em forma de um policial lendário chamado Matt Cordell (Robert Z’Dar, figura com traços marcantes que interpretou vários vilões) que caiu numa emboscada e acabou sendo preso após denunciar um esquema mafioso que chegaria até o prefeito da cidade. No presídio, sofre um ataque enquanto tomava banho e apesar da ajuda do médico da instituição e de sua então namorada, ele é declarado oficialmente morto. Mas Cordell “volta dos mortos” e começa sua vingança (de um jeito meio cagado, vale salientar…).

Um filme de ação policial (outro gênero que fez muito sucesso nos anos 70 e 80) misturado com horror (com direito a uma boa quantidade de sangue), fazem de Maniac Cop um ótimo exemplar de slasher que alia diversão com crítica social ao mostrar as consequências geradas graças a um sistema corrupto e uma polícia que não “serve e protege” como deveria.

Ah! O sucesso de Maniac Cop rendeu duas sequências inferiores mas que também garantem boa diversão com um Cordell ficando cada vez mais sobrenatural e invencível. Mas deixando as filiais e voltando à matriz… cá entre nós, tem como não resistir e não ver (ou rever) um filme com Tom Atkins, Bruce “Ash” Campbell, Robert Z’Dar e pontinhas de Richard Roundtree (O “Shaft”, porra!), do diretor William Lustig e de Sam Raimi? Não, né? CLICA AQUI e assiste!

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DICA DA SEMANA: O Orfanato (2007)

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O Orfanato

Uma coisa não podemos negar, o cinema de terror espanhol é ‘classudo’. Mesmo as tosqueiras setentistas de Amando de Ossorio, as maluquices de Álex de la Iglesia ou até os found-footages frenéticos da franquia [REC], todos esses são filmes que têm a ambientação como ponto em comum. Ficaríamos falando horas sobre outros aqui.

O Orfanato (2007) é um belo exemplo disso. Um suspense de casa assombrada que se utiliza de ótimas locações para contar a sua história. Laura (Belén Rueda) volta ao imóvel que, há 30 anos, foi o lar para órfãos onde ela passou parte da infância. Agora adulta, seu plano é reabrir o local e receber novas crianças.

Com ela, estão seu marido Carlos (Fernando Cayo) e o filho Simón (Roger Príncep), de 7 anos. O problema, como você já deve estar imaginando, é que não são apenas pessoas vivas estão habitando o antigo casarão, que fica na Astúrias, no noroeste da Espanha, uma região costeira que caiu como uma luva para a produção.

Falei que a ambientação era legal, mas claro que só isso não sustentaria o filme. Precisamos dar destaque à atuação de Belén Rueda, que se entrega de corpo e alma (perdão pelo trocadilho), quando o sobrenatural dá às caras no roteiro (assinado por Sergio G. Sánchez). O filme ainda lançou J.A. Bayona para Hollywood e o diretor espanhol, hoje, comanda blockbusters como Jurassic World 2: Reino Ameaçado.

Com produção executiva de ninguém menos que Guillermo del Toro, O Orfanato bombou na época. E mesmo abordando um tema tão requentado no cinema fantástico, ganhou notoriedade pela peculiaridades da trama, algo que o distanciou de produções genéricas.

Particularmente acho que o roteiro tem uns furos aqui e ali, mas nada que o desabone. Achei meio forçado o menino lá com um saco na cabeça (tentando criar uma identidade visual para o ‘vilão’), mas entendo que esse tipo de artifício tem um objetivo comercial, então ok.

O que interessa é que O Orfanato segue relevante depois de mais de uma década e se você é assinante da Netflix ou do Amazon Prime Video, corra que o filme está nas duas plataformas.

P.S.: Quem faz uma ponta nesse filme é Edgar Vivar, o eterno Senhor Barriga do seriado mexicano Chaves.

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DICA DA SEMANA: Benção Mortal (1981)

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Benção Mortal

Sabemos que no início dos anos 80, os slashers é que reinavam no mundo do horror. E naturalmente todos queriam pegar carona no sucesso desses filmes. Um deles era o saudoso Wes Craven que ainda tentava consolidar sua carreira como diretor, mesmo tendo na bagagem filmes como “Aniversário Macabro” e “Quadrilha de Sádicos”.

Foi então que em 1981 o cineasta dirigiu “Benção Mortal” (Deadly Blessing), filme que tinha entre suas estrelas a então novata Sharon Stone em seu primeiro papel relevante. O filme na época não teve lá grande repercussão e figura entre os mais obscuros do diretor, mas isso não quer dizer que seja ruim.

Na trama acompanhamos uma jovem viúva que mora numa comunidade isolada sendo hostilizada constantemente por seus vizinhos pelo fato dela não pertencer a religião deles. Seu único contato nas redondezas são com duas vizinhas tão estranhas que são vistas quase como forasteiras.

Enquanto está sob o manto do luto, suas amigas resolvem passar um tempo com ela para que a mesma resolva o que fará da vida. Mas o que seriam dias mais leves se tornam um pesadelo quando uma série de misteriosos assassinatos acontecem. A polícia chega até a creditar os crimes a uma figura humana, mas os religiosos estão certos que os atos são obra de uma criatura demoníaca.

E embora não traga nada de novo à mesa, “Benção Mortal” coloca alguns ingredientes curiosos nessa história como o fanatismo religioso, crenças ancestrais e uma boa dose de bizarrice.

O velho Wes sabia criar um clima quando estava inspirado. As cenas de suspense são bem boas, conseguindo gerar tensão mesmo utilizando clichês da época, mas sem apelar tanto. Inclusive a famosa cena da banheira do primeiro filme de Freddy Krueger foi claramente copiada deste longa. E confesso até que me contorci de medo mais nessa primeira.

E ao contrário da maioria dos slashers, aqui as mocinhas tem um mínimo de desenvolvimento de suas personagens a ponto de torcemos para que nada aconteça a elas. As mortes não vem em grande quantidade e nem tem muito gore, ainda assim são satisfatórias na medida do possível. O elenco está bom (algo raro nesse tipo de produção) e embora Sharon Stone esteja ainda verde, dá pra notar o esforço da moça no papel da amedrontada amiga da protagonista.

Benção Mortal” está no catálogo da Amazon Prime Video e aquele tipo de filme que prende e diverte, além de servir como curiosidade para quem quiser conhecer um filme tão pouco conhecido de um diretor famoso.

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DICA DA SEMANA: Children Shouldn’t Play with Dead Things (1972)

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Children Shouldn't Play with Dead Things

Fruto de um período anárquico no cinema, onde realizadores independentes pegavam qualquer orçamento pra filmar o que queriam, “Children Shouldn’t Play With Dead Things” toma emprestado um pouco desse espírito e o contexto de contracultura hippie ainda remanescente. Isso se vê claramente no visual da turma que aparece neste longa com suas roupas coloridas, adereços e papos viajados.

É com uma conversa mole prometendo diversão exótica e uma festa diferente que vemos uma galera sem noção ir até uma ilha remota para realizar um ritual macabro. Sim, exatamente isso! Eles estão indo passar a noite em uma região isolada que, não por acaso, possui um cemitério abandonado (!). Seria o típico lugar ideal (só que não) para essa trupe se divertir com o sobrenatural sem maiores consequências até a hora em que forças ocultas resolvem agir.

Tirando uma coisa e outra, até parece algo comum pra quem se acostumou com várias obras de terror, mas “Children Shouldn’t Play With Dead Things” é tão bagaceiro que custa a lembrar que ele veio ANTES de tanta tranqueira parecida na seara de filmes de zumbis e em cabanas. É possível ver paralelos dele nas obras de horror italiano no aspecto grotesco e até em “The Evil Dead” com aquele negócio de pegar um livro de magia e despertar “sem querer” uma maldição com seres do além.

Mas calma… até aparecerem os mortos-vivos atacando os incautos, a história traz toda uma enrolação apresentando a conjuração satânica, pegadinhas com os personagens e profanação de cadáveres em tom de “brincadeira”. Isso tudo naquele clima de cinema exploitation onde o que vemos não é bem levado a sério por conta da atuação limitada e da canastrice dos atores, o que pode configurar um charme a mais pra esta produção orçada em menos de 70 mil dólares e filmada em poucos dias.

Children Shouldn’t Play With Dead Things” não chegou a ser lançado oficialmente por aqui, mas está no YouTube assim como muita coisa que merece ser (re)descoberta pelos fãs do gênero. Uma última coisa que merece ser mencionada é que este foi o segundo longa do diretor Bob Clark (que ainda assinava como Benjamin Clark), o mesmo que realizou “Noite de Terror” (Black Christmas), a saga “Porky’s” e “Bebês Geniais“.

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