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DICA DA SEMANA: Ataque dos Morcegos (2005)

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Ataque dos Morcegos

Poucos anos antes de dar uma sacudida no cenário ‘indie’ do horror com HOUSE OF THE DEVIL, Ti West estreava na direção de longas com outra produção que prestava homenagens ao cinema ‘B’ e que é bem menos lembrada. Trata-se de ATAQUE DOS MORCEGOS (The Roost).

O longa não se envergonha ao assumir essas influências logo de início, onde somos apresentados ao ‘filme dentro do filme’ por um apresentador de sessões da meia-noite na TV interpretado pelo ótimo Tom Noonan (Manhunter, Robocop 2).

A sinopse é contada em poucas linhas: quatro amigos (3 rapazes e uma mulher) estão a caminho de uma cerimônia de casamento, porém o motorista inventa de tomar um atalho em uma estrada escura, eles se perdem e ainda batem o carro. O grupo se dirige a uma fazenda que é a residência mais próxima naqueles arredores, mas se vê preso em um celeiro enquanto tentam sobreviver ao ataque de raivosos morcegos assassinos.

ATAQUE DOS MORCEGOS sofre de um mesmo defeito que aponto no filme posterior de West, tudo aqui é ‘classudo’ e bem feitinho demais para se passar por um filme B de verdade. O fiapo de história também é contado sem a menor pressa e algumas cenas se alongam um pouco mais do que o necessário, ou seja, o ritmo também não se assemelha a nada feito por encomenda para exibição em um drive-in nos anos 70 e 80. Há ainda uma interrupção do apresentador antes da conclusão do filme, que desta vez mais atrapalha do que ajuda na diversão.

Mas o saldo positivo é o que compensa tudo. West soube se utilizar muito bem de sua locação principal em um filme de orçamento muito baixo e elenco reduzido, mas realizado com garra e competência. A direção de fotografia de Eric Robbins também é excelente, com muitas tomadas criativas e interessantes. Os efeitos práticos são muito bacanas e o CGI dos morcegos remetem a algo mais ‘old school’. Ah, o produtor Larry Fessenden (Wendigo) – figurinha carimbada do horror independente – tem uma ponta como uma das vítimas, é claro!

ATAQUE DOS MORCEGOS encontra-se esgotado em mídia física, mas pode ser encontrado no YouTube. Há um link no som original (sem legendas) e com áudio dublado. Então estoure a pipoca que a sessão da meia-noite do fim de semana já está garantida.

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DICA DA SEMANA: O Ataque Vem do Polo (1957)

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O Ataque Vem do Polo

Quando se fala em “pior filme do mundo”, muita gente já tem na cabeça Plano 9 do Espaço Sideral, do nosso amado Ed Wood. Algumas vezes, no entanto, Robot Monster, de Phil Tucker, também entra na jogada. Mas se fomos fazer a santíssima trindade dos filmes desgraçados, com certeza, teríamos os dois e mais um, que muitas vezes fica esquecido, mas que tem seu valor nessa categoria: O Ataque Vem do Polo (The Giant Claw, 1957).

Se você pesquisa filmes de horror pela internet, já deve ter se deparado com a imagem de um pássaro gigante que parece ter saído de algum parque de diversões do interior, mas na verdade esse é o vilão desse filme. Se liga na sinopse: essa ave é um ser alienígena, de um universo de antimatéria, seja lá que diabo é isso, que possui velocidade supersônica e decide atacar a terra.

Mas o que menos importa é o enredo dessa pérola, O Ataque Vem do Polo está aqui como dica, por causa da história bizarra que envolve a sua produção. O diretor Fred F. Sears teve a carreira e, dizem, até a vida arruinada por essa produção. Ele foi vítima das maracutaias do produtor Sam Katzman, que prometeu efeitos especiais de última geração e entregou um mamulengo com asas e bico.

Segundo um texto bem explicadinho do blog Cine Space Monster, Fred F. Sears se isolou após a vergonhosa sessão de estreia do longa e foi encontrado morto, meses depois. O fã de horror sabe que, algumas vezes, o que se passa por trás das câmeras é tão importante quanto o que vai para as telas. Por isso, para ter o carimbo de ‘cinéfilo hardcore do horror’, tem que ver O Ataque Vem do Polo sim! Tem no Tubi e no YouTube.

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DICA DA SEMANA: Massacre na Festa do Pijama (1982)

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Slumber Party Massacre

Os slashers estão voltando com tudo! E para o final deste ano teremos fortes emoções para quem é fã de filmes do tipo. O próximo na lista de slashers a serem lançados e que ganha um remake é “Massacre na Festa do Pijama” (The Slumber Party Massacre), longa de 1982 de Amy Holden Jones que tem uma certa aura junto aos demais filmes da época. Ele merece ser revisitado não só para poderemos depois comparar com o novo remake, mas ainda por ter certas particularidades que o diferem (um pouco) dos demais longas produzidos na época.

Vamos à história: Na ausência dos seus pais, uma garota promove uma festa do pijama com suas amigas mais próximas com uma ocasional presença de garotos para apimentar a noite. Infelizmente a confraternização terá ainda a presença de um penetra fugido de um hospício local que munido de uma furadeira causará caos e mortes. Será que alguma das moçoilas sobreviveria a esta noite?

Massacre na Festa do Pijama” não reinventa a roda, pelo contrário, se utiliza de vários clichês como o famigerado susto do gato. A diferença aqui é que o longa foi dirigido e roteirizado por mulheres trazendo questões do universo feminino de forma bem natural. As atrizes passam a impressão que de fato são amigas e até dá pra sentir um pouco de dó na medida em que cada uma delas vai pra cova.

A direção é decente o suficiente para entreter e entregar alguns momentos de gore. Ainda assim, hoje em dia algumas situações foram tão usadas e reusadas que não causam mais impacto, acontecendo exatamente o contrário da tensão passando um efeito cômico sincero. A trilha sonora que tenta emular o do clássico “Halloween” (1978) é a cereja do bolo dessa divertida obra. A modo de curiosidade, quem ajudou a produzir o longa de Amy Holden foi ninguém menos que o lendário Roger Corman.

Então se prepare para uma viagem nostálgica aos anos 80 e se divirtam com as desventuras das garotas e seu “maligno” algoz. É o tipo de filme que de tão direto, ainda passa rapidinho, dando até aquela tentação de assistir as sequências numa noite só. As sequências por enquanto, podem ser vistas no YouTube e o original no catálogo da Darkflix.

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DICA DA SEMANA: As Chamas do Inferno (1979)

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As Chamas do Inferno

Logo no início de AS CHAMAS DO INFERNO (Don’t go in the House, 1979), um operário de fábrica vê um dos seus colegas sofrer um acidente com fogo. O pobre coitado fica em chamas e o outro sujeito nada faz, apenas assiste a tudo, como se estivesse em um transe hipnótico. Esse homem é Donny Kohler (Dan Grimaldi), o personagem principal da produção.

Kohler volta do trabalho para a casa em que mora com a mãe, apenas para encontrá-la falecida. Livre do domínio desta megera e fanática religiosa, conforme o espectador ficará sabendo com o passar da narrativa, o homem liga o som com o volume nas alturas (coisa que a velha mãe não permitia…) e daí em diante, passa a sair pela cidade
durante a noite, sempre convidando ou dando um jeito de trazer mulheres para o seu lar-doce-lar. Mas não é para curtir um som, um drink, um sexo… e sim, para serem incendiadas vivas pelo sádico Kohler com um lança-chamas. Os corpos carbonizados das vítimas são colocados em cadeiras lado a lado com o cadáver da mãe.

Muito influenciado por obras como “Deranged” e, em particular, “Psicose”, o diretor Joseph Ellison entrega um filme com sequências memoráveis e uma atuação comprometida de Grimaldi, como o perturbado protagonista. A violência é mais sugerida do que explícita, mas nem por isso o filme deixa de ser brutal até mesmo para alguns dos espectadores mais acostumados com produções desse estilo, que em geral contam suas histórias pela perspectiva de um assassino. Curiosamente, a conclusão guarda uma enorme semelhança com o final do posterior “Maniac” (1980), de William Lustig.

Um verdadeiro clássico do VHS e do exploitation setentista, AS CHAMAS DO INFERNO também é um título que fez parte da lista dos famosos ‘Video Nasties’ no Reino Unido dos anos 80 e chegou a ser banido e censurado ao redor do mundo. O filme apenas foi lançado sem cortes no ano de 2011 e pode ser assistido na íntegra na plataforma Tubi.

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