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DICA DA SEMANA: Rituais (1977)

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Rituais

Minha DICA DA SEMANA conta a história de um grupo de cinco médicos que resolvem se aventurar por alguns dias no meio da natureza em um tipo de versão canadense de “Amargo Pesadelo“.

Rituais” (Rituals) dirigido por Peter Carter, com bela fotografia de René Verzier, assim como o ótimo australiano “Um Longo Fim de Semana“, nos mostra uma natureza que ao mesmo tempo pode ser bela e terrível. Não bastassem as situações adversas da viagem, tudo começa a piorar com a presença de um “stalker” (ou seria mais de um?) que decide infernizar o grupo com suas “travessuras”.

Tudo começa com um inocente roubo das botas de todos. Porém, depois, quando a brincadeira avança pra uma cabeça de alce pendurada numa árvore, a trupe chega à conclusão que está na hora de procurar um jeito de voltar para casa… só que nosso amigo nativo não está muito disposto a deixar que saiam dali facilmente.

Os integrantes do grupo começam a sucumbir armadilha após armadilha e, assim como o perseguidor em cima do morro, observamos uma já abalada amizade ser posta à prova por mágoas e ressentimentos vindo à tona devido aos momentos de pressão (fórmula que funciona muito bem no ótimo “Abismo do Medo“, de Neil Marshall). A obra, que foi filmada em continuidade, deixa ainda mais visível o desgaste causado aos atores e é aí que o saudoso Hal Holbrook (“Creepshow“, “A Bruma Assassina“) brilha como Harry.

Apesar do baixo custo da produção, a maquiagem eficiente de Carl Fullerton (“Sexta-Feira 13 parte 2 e 3″, “O Silêncio dos Inocentes“, etc.) traz o pouco de gore que a gente tanto gosta em cenas como a da cauterização com pólvora (Rambo bebeu nessa fonte? E a faixa vermelha na cabeça, hein?) e a bela música de Hagood Hardy valorizam ainda mais o resultado final.

A meu ver o ponto fraco do filme é a resolução final. Citando o protagonista, “Há coisas piores na vida do que leite em pó, suponho” e o final desse filme é uma delas (apesar de ser ao mesmo tempo bastante sinistro).

Confiram “Rituaisnessa cópia sem cortes e com bem menos riscos e ruídos que uma outra versão que roda a internet há um bom tempo. Boa diversão!

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Simpático de corpo™ Vimeo: https://vimeo.com/jotabosco/ Youtube: https://www.youtube.com/user/sonicbosco/videos

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DICA DA SEMANA: Náusea Total (1987)

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Náusea Total

O assunto da vez no mundo do entretenimento finalmente fugiu um pouco dos super-heróis mas continuou sendo guiado pela dona da porra toda, a Disney. “Get Back” conta, com imagens inéditas, a história por trás da gravação do clássico álbum “Let it Be” dos Beatles. Mas se você acha que eu vou indicar um documentário sobre música aqui nesse espaço, achou errado.

Minha DICA DA SEMANA aproveita o gancho desse documento histórico e homenageia seu diretor: Peter Jackson. E já que o cara manda muito bem, que tal começar a explorar sua obra lá pelos primórdios, onde já mostrava pro que veio, produzindo, dirigindo, filmando, fazendo os efeitos e atuando.

Náusea Total” (Bad Taste) é uma produção realizada em parceria com um grupo de amigos num intervalo de 4 anos, somente durante os finais de semana, com verba própria (exceto pelo final, que foi bancado pela New Zealand Film Commission, que se mostrou impressionada com o que ele tinha conseguido produzir até então).

O filme se passa na pequena cidade de Kaihoro (que em Maori significa “cidade comida”), onde, pessoas estão desaparecendo. Derek (Peter Jackson) e um grupo de investigadores vai se deparar, assim como em “Invasores de Corpos” (qualquer um deles, vale salientar), com alienígenas que estão tomando a forma dos moradores. Mas o objetivo deles, diferente da maioria dos filmes do gênero, é um pouco peculiar: querem humanos para usar sua carne em uma rede intergalática de fast-food.

Para evitar que esses exploradores espaciais devastem o planeta Terra, o grupo vai travar uma sangrenta batalha com direito ao mais saboroso gore. Um frugal festival de vísceras, cabeças e membros decepados com leves notas de monstros do cabeção pra sommelier nenhum botar defeito! “Náusea Total” tá inteirinho na Net Movies gratuitamente. Boa diversão!

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DICA DA SEMANA: Abismo do Medo (2005)

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Abismo do Medo

Após um trágico acidente em sua infância, uma garota reúne forças em um grupo de amigas e parte para fazer uma expedição em uma caverna em local bucólico e afastado. Esta é uma história que tinha tudo pra ser inspiradora mostrando a superação de medos e traumas… mas acabou que não foi bem assim. Afinal, estamos falando de “Abismo do Medo” (The Descent), filme de Neil Marshall, que pode ser classificado como um longa de sobrevivência em locais inóspitos.

Como foi dito anteriormente, as garotas estão explorando uma caverna. Todas com EPIs e tomando todas as precauções possíveis para sua segurança. No entanto, após um desabamento, diversas rochas bloqueiam a saída e o grupo precisará encontrar outros caminhos em um verdadeiro labirinto rochoso para sair da montanha onde estão presas.

Pra quem tem claustrofobia, as cenas dão muita agonia com takes fechados, imagens escuras e momentos de muita tensão onde as amigas precisam rastejar, escalar e se esgueirar por fendas no meio de túneis subterrâneos. E como desgraça pouca é bobagem, as cavernas ainda abrigam criaturas grotescas sedentas de sangue e carne que atacam as pobres vítimas na penumbra.

E além de toda tensão e medo possível neste tipo de história, a trama reserva várias DRs das amigas em momentos difíceis quando resgatam antigas rivalidades para complicar ainda a situação. O incômodo é bastante visível na atuação e para quem assiste, mesmo que saibamos que é tudo ficção e que estas cavernas também não são reais.

Abismo do Medo” foi ganhando um status cult no panteão do horror ao longo dos últimos 15 anos. No entanto, seu final ousado e “em aberto” levou produtores a criar uma continuação com uma história ainda bem mais mastigada para que os espectadores pudessem ficar menos aflitos com o destino das personagens. Mas basta ignorar sua existência e focar no original que está no catálogo da Amazon Prime Video para colocar aquela dose de sustos e de adrenalina em seu final de semana.

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DICA DA SEMANA: O Abominável Dr. Phibes (1971)

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Dr. Phibes

Quem acompanhou as sessões da CPI da Covid ficou sabendo do escândalo envolvendo a empresa Prevent Senior. Várias matérias foram feitas sobre a operadora de planos de saúde, inclusive sobre o fato de seus proprietários serem membros de bandas de rock.

Uma delas leva o nome Doctor Pheabes, e as reportagens sensacionalistas mostravam que ela era “inspirada em um filme de terror sobre um médico sádico”, fazendo um contraponto com o fato de os caras serem profissionais de saúde. Porra, foda-se a Prevent Senior e deixem O Abominável Dr. Phibes em paz!

O filme dirigido por Robert Fuest e estrelado pelo nosso querido Vincent Price é uma pérola do horror. “Love means never having to say you are ugly“, diz o pôster do filme. Sensacional.

Vamos à sinopse: Dr. Anton Phibes vive recluso, amargurado e com ódio no coração. Primeiro ele ficou desfigurado, após um acidente de carro. Como se isso não bastasse, nosso malvado favorito perdeu a mulher, que morreu durante uma operação. Quanto a isso, Phibes culpa a equipe médica e monta uma vingança contra eles. O plano é uma maravilha. Ele pretende matar um por um dos responsáveis, usando armadilhas e inspiradas nas dez pragas do Egito (!!!).

Vincent Price dá um show nesse filme. Seu personagem, por conta do acidente, perdeu as cordas vocais e fala através de um gramofone plugado na garganta. Assim, o que vemos na tela é um Price fazendo caras e bocas o tempo todo para se expressar. E isso ele faz como ninguém.

Nosso ídolo ainda toca um órgão bizarro, que é uma clara referência ao Fantasma da Ópera, e nos brinda com cenas toscas de dança com sua assistente gata e malvada, Vulnavia (Virginia North). O Abominável Dr. Phibes é Vincent Price em estado bruto. Nenhum fã do cinema pode ficar sem assistir essa pérola. No YouTube tem como assistir a versões legendada e dublada em português.

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