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DICA DA SEMANA: A Casa (2010)

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A Casa

Para a dica desta semana, eu trago A CASA (La Casa Muda), uma produção de baixo orçamento uruguaia que chamou atenção por entregar um filme inteiro filmado em uma única tomada, prometendo assim uma experiência de terror em tempo real.

Na trama, acompanhamos (literalmente) – pai e filha que vão dar uma arrumada geral numa casa de campo isolada para que possa ser vendida em breve. O problema é que não demora pra coisas estranhas começarem a acontecer, perceberem que não estão sozinhos e que não há como fugir. Cabuloso, angustiante e triste, o grande lance de A CASA é a forma como nos é apresentada a história.

Como dito acima, e no próprio cartaz, o longa promete “medo real em tempo real”, isso porque é feito para parecer que tudo é filmado em um take só, ou seja, sem cortes do início ao fim. O diretor Gustavo Hernández demonstra total domínio de tudo que é mostrado, conferindo ótimo ritmo e situações realmente tensas. Vale destacar também a performance visceral da Florencia Colucci que se entrega muito ao papel!

Com um pouco mais do que 1h20min, A CASA é aquele tipo de filme que foge do formato padrão se mantendo fiel ao próprio conceito até sua conclusão. Se curte uma produção fora da curva, vai fundo que está disponível no catálogo do Amazon Prime Video.

P.S.: No ano seguinte foi feito um remake estadunidense que saiu por aqui como CASA SILENCIOSA (Silent House). Procure não confundir.

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Anarquista, quase cinéfilo, diretor de arte, fotógrafo, cervejeiro, rockeiro doido e crítico/podcaster do Toca o Terror

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DICA DA SEMANA: As Três Máscaras do Terror (1963)

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As Três Máscaras do Terror

Nem sei o motivo de nunca ter indicado nenhum filme de um dos meus diretores favoritos mas estamos aqui para consertar esse erro!

“As Três Máscaras do Terror” (I Tre Volti della Paura) é uma coprodução italo-americana no formato de antologia que segue os passos de Muralhas do Pavor (Tales of Horror) de Roger Corman. Mario Bava conseguiu junto à AIP a presença do conhecido ator Boris Karloff, que na época tinha recém apresentado um programa de TV chamado “Thriller” e o coloca tanto para abrir o filme (na versão americana do filme, ele apresentava cada um dos contos) como também para ser astro de um dos segmentos.

Na versão italiana, o primeiro conto é “Il Telefono.” Num roteiro que flerta com o giallo, a cortesã Rosy (Michele Mercier) começa a receber uma série de telefonemas de um antigo amante que achava estar morto. Em desespero resolve pedir ajuda à Mary (Lidia Alfonsi), que aparentemente também era uma de suas amantes, mas que conhecia o falecido. E é aí que a trama começa a complicar…

O segundo conto “I Wurdalak“, nos traz um assustador Boris karloff como Gorca, um velho caçador de vampiros (ou wurdalaks, como sugere o título) que aparentemente se tornou um deles. Apesar do esforço que seu personagem faz para esconder sua natureza hedionda, toda sua família estará condenada no momento em que ele pisar em sua morada.

La Goccia D’Acqua” é uma belíssima história de fantasmas. Uma enfermeira (Jacqueline Pierreux) é chamada para preparar o corpo de uma recém falecida medium e resolve roubar seu anel, o que desencadeia uma terrível maldição. Dois pontos marcantes nesse conto: primeiro, a máscara de cera criada pelo pai do diretor Eugenio Bava para o cadáver. Uma peça que apesar de sua aparência “fake” até hoje causa arrepios.

E é interessante notar como a estética desse conto, mesmo sendo uma história sobrenatural e nada “giallesca” viria a influenciar o próprio Bava em seu próximo filme “Blood and Black Lace“, obra que viria a ser um dos maiores referenciais da estética do subgênero. Impossível não reparar que diretores modernos como James Wan ou Edgar Wright, ao tentar homenagear o giallo, praticamente repetem a fórmula criada pelo mestre Bava ainda nos anos 60.

Vamos ao que interessa? Você pode assistir à versão italiana do filme (superior a meu ver) clicando AQUI.

Ah! A resposta é SIM! “As Três Máscaras do Terror” é o filme que inspirou Ozzy Osbourne a mudar o nome de sua nova banda de “Earth” para “Black Sabbath” (título da obra para o mercado internacional).

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DICA DA SEMANA: A Companhia dos Lobos (1984)

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Companhia dos Lobos

Acho lobisomem um monstro massa, no entanto, tenho que concordar com a maioria dos fãs de terror: achar um filme bom com essa criatura é meio dureza. Além do clássico da Universal The Wolf Man (1941), a gente pode citar a santíssima trindade do gênero Grito de Horror (1981), Um Lobisomem Americano em Londres (1981) e Bala de Prata/A Hora do Lobisomem (1985).

Mas os anos 80 também nos deram um filmaço, muitas vezes esquecido. Escrito e dirigido por Neil Jordan, A Companhia dos Lobos (The Company of Wolves, 1984) é uma das mais perfeitas misturas de terror e fantasia.

O roteiro, livre adaptação de um conto da escritora britânica Angela Carter, nos apresenta uma versão mais sinistra da história da Chapeuzinho Vermelho. Esqueça a cesta de doces e o lobo mau vestido de vovó. Quer dizer, até tem, mas tudo no filme foge dos contos de fadas tradicionais.

A obra de Jordan usa todo o imaginário presente nas clássicas histórias infantis para montar uma narrativa sobre a descoberta da sexualidade em uma sociedade opressora, principalmente para as mulheres. Os cenários artificiais, construídos para dar um aspecto onírico, acaba trazendo um tom angustiante ao filme.

Falar demais pode acabar atrapalhando a experiência. “A Companhia dos Lobos” é filmão cabeça, mas com lobisomem, sangue e sustos. Confia. Tem no YouTube.

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DICA DA SEMANA: O Espectro do Sr. Boogedy (1986)

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Boogedy

Há um bom tempo atrás no século passado, a Disney tinha um programa semanal chamado “O Mundo Mágico da Disney“, aqui chamado de “Disneylândia” e que era exibido aleatoriamente na Tv aberta brasileira. Dentre os inúmeros episódios deste especial, um deles me chamou a atenção na época que vi. Com um tom diferente das fábulas em “live action” que nos acostumamos a ver, “O Espectro do Sr. Boogedy” (Mr. Boogedy) é uma verdadeira pérola escondida no catálogo da Disney+.

Mas por que Boogedy, uma produção da turma que detém os direitos do Pateta, do Thor e de Boba Fett está aqui como dica? Simplesmente porque tem algo nele que destoa um tanto de outras historinhas fantásticas que a Disney produz e produzia até então. Com pouco mais de 40 minutos, “O Espectro do Sr. Boogedy” é uma trama de fantasmas e de casa assombrada com atores reais, sustos e narrativa sobrenatural que ainda toca em temas sensíveis que poderiam ser considerados inadequados hoje em dia.

Vemos a família Davis indo a Lucifer Falls atrás de uma casa para morar e servir de base para guardar as quinquilharias de truques e brincadeiras que o patriarca vende. Ao chegar na mansão que procuram, são logo alertados que existe uma lenda a respeito de um tal de Boogedy que apavora os moradores do local. Mas é claro que se não ignorassem o aviso, não haveria história.

Então ao contrário dos pais que não se importam com a lenda, as crianças da família vão atrás até de historiadores da cidade para entender porque estão ouvindo vozes, porque os eletrodomésticos da casa estão ficando loucos e porque luzes acendem e se apagam nos cômodos da casa. É quando ficam sabendo que durante a colonização americana, um peregrino chamado Boogedy cobiçava uma mulher que diante de sua recusa, partiu para fazer um pacto com o diabo e ganhar poderes de forma a ter a mão dela de qualquer forma.

O tempo passa e advinhem quem está por trás de eventos sombrios na mansão da família Davis? Justamente o fantasma do peregrino em pessoa com sua cara deformada e um rastro de gosma pelo chão. O personagem inclusive pode ter inspirado o vilão do segundo filme dos Caça-Fantasmas, mas aqui estou divagando…

Com referências sutis a filmes clássicos de horror e efeitos até um tanto datados que compõem o charme da época, este telefilme causou um inesperado sucesso a ponto de lançarem um ano depois “A Noiva de Boogedy“. E como a Disney conhece bem o seu público, “O Espectro do Sr. Boogedy” pode até soar estranho hoje, mas é suficientemente nostálgico para os adultos e capaz de entreter as crianças desta geração.

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