conecte-se conosco

Eventos

ENTREVISTA: AS FÁBULAS NEGRAS – Rodrigo Aragão, Joel Caetano e Petter Baiestorf

Publicados

em

As_fabulas_negras-Foto_Joel_Mojica_Rodrigo

Quatro amigos fantasiados de super-heróis se digladiam animadamente numa floresta, até que a aventura dá lugar à realidade. Entre dramas pessoais, palavrões e fanfarronices, eles decidem contar histórias uns pros outros cheias de sangue e dor. Esse é o mote de “As Fábulas Negras“, uma antologia de terror que reúne a “nova” geração de realizadores do cinema de horror brasileiro junto com a referência máxima do estilo no país.

Assim como o número de personagens que introduzem a história, também foram quatro os diretores de “As Fábulas Negras“: Rodrigo Aragão, José Mojica Marins, Petter Baiestorf e Joel Caetano. Cada um dirigiu e roteirizou um segmento do filme, sendo o capixaba Rodrigo Aragão o responsável pela direção e produção geral do filme que tem feito uma bela carreira em festivais nacionais e internacionais, inclusive em SITGES na Espanha, o mais importante festival de cinema fantástico do mundo.

asfabulas_f01cor_2015111355

As Fábulas Negras” será exibido na sessão especial do Toca o Terror no Cinema da Fundação numa data bastante significativa: Sexta-feira 13. Esta sessão faz parte da programação do Janela Internacional de Cinema do Recife e teve a nossa curadoria, que levou ao festival no ano passado uma seleção de novos curtas metragens do gênero.

Logo abaixo, poderão ver uma entrevista que fizemos com Rodrigo Aragão e mais dois realizadores do filme. Aragão comenta a respeito da produção do filme e ainda fala ainda da surpresa que teve ao convidar José Mojica Marins, o nosso Zé do Caixão, para participar do longa.

JANELA INTERNACIONAL DE CINEMA DO RECIFE
CINEMA DA FUNDAÇÃO – DERBY
Programa Toca o Terror:
“As Fábulas Negras” – 105 min
Data: Sexta – 13/11 – 19h30
Mais informações: www.facebook.com/tocaoterror


As Fabulas Negras - Foto Rodrigo Aragao

ENTREVISTA – RODRIGO ARAGÃO

COMO SURGIU A IDEIA DA ANTOLOGIA AS FÁBULAS NEGRAS?
Rodrigo Aragão
– Criar historias e monstros derivados do imaginário popular brasileiro é uma idéia que roda minha cabeça há muito tempo. “As Fábulas negras” foi uma produção muito sonhada. Esse imaginário popular latino é um solo muito fértil e ainda pouco explorado no cinema. Criar uma identidade sólida para o cinema de gênero brasileiro necessariamente passa pelo folclore.

QUAL A INSPIRAÇÃO PARA OS SEGMENTOS “O MONSTRO DO ESGOTO” E “A CASA DE IARA”?
Rodrigo
– “O Monstro do Esgoto” é uma idéia que veio de um caso real. Um vazamento de esgoto na frente de minha casa que levou um ano para ser reparado. O filme foi uma válvula de escape, afinal quem nunca passou raiva com o péssimo serviço publico brasileiro? “A Casa de Iara” é uma lenda local de meu bairro. Realmente havia uma casa abandonada com uma história assustadora, que aterrorizava minha infância. Poder fazer um filme com coisas tão pessoais e ao mesmo tempo universais foi uma alegria.

COMO ACONTECEU A PARCERIA COM OS OUTROS DIRETORES DO FILME?
Rodrigo
– Tenho trabalhado com Joel Caetano e Petter Baiestorf desde a produção de “A Noite do chupacabras”. Quando pensei em outros diretores, eles eram a escolha mais lógica. O Mojica foi um caso especial. Fui convidá-lo para uma participação e quando ele soube que haveria um episodio sobre o Saci ele disse: “O Saci é coisa nossa! Eu sempre quis fazer um filme sobre o Saci! Eu dirijo!”. Esse acabou sendo um momento lindo em minha vida. (risos)

“AS FÁBULAS NEGRAS” VÃO TER CONTINUAÇÃO?
Rodrigo
– Espero que “As Fábulas Negras” tenha um volume 2, 3, 4… pois temos muitas lendas e ótimos diretores interessados em participar. Estamos ainda negociando com canais de Tv para transformá-la em uma série.


Joel_mojica

ENTREVISTA – JOEL CAETANO

OS OUTROS DIRETORES ENVOLVIDOS EM AS FÁBULAS NEGRAS FOCARAM SUAS HISTÓRIAS NO FOLCLORE BRASILEIRO, JÁ VOCÊ PREFERIU TRABALHAR “A LOIRA DO BANHEIRO”, UMA LENDA URBANA. COMO SE DEU ISSO?
Joel Caetano
– Quando eu e o Rodrigo começamos a conversar sobre o filme foi quase um consenso que esse segmento seria dirigido por mim. O projeto vislumbra, além de explorar essas lendas e personagens folclóricos, aproveitar as características narrativas e regionais de cada diretor. No meu caso, como sou um cara da cidade e acostumado a trabalhar com histórias mais densas, “A Loira do Banheiro” veio bem a calhar. Foi minha primeira opção e apesar dos desafios orçamentários e criativos que esse tema apresentaram, me agarrei ao projeto com unhas e dentes, procurando fazer o melhor que poderia dentro da proposta da antologia. Deu muito trabalho, mas foi muito divertido dar vida a essa lenda, tenho muito orgulho do resultado e agradeço muito ao Rodrigo a confiança em me chamar para o projeto.

COMO FOI SER ASSISTENTE DE DIREÇÃO DE JOSÉ MOJICA MARINS?
Joel
– Foi algo sensacional. O José Mojica Marins é um gênio, um ícone do cinema mundial e o maior representante do cinema de horror no Brasil. Só de estar perto dele você já aprende muito. Devido a sua experiência, ele dirige como um maestro, de modo sensorial, mas sem perder o cuidado técnico e estético, que é sua marca registrada. Foi como ver o próprio cinema em ação. É difícil descrever em palavras o quanto foi emocionante vê-lo trabalhar. Sua segurança, tranquilidade, humildade e técnica são incríveis. Além disso, também tive o prazer de editar seu filme e a minha preocupação nesse estágio de pós-produção foi manter a narrativa mais próxima do seu estilo, respeitando a sua genialidade como diretor. Para mim, foi um privilégio que irei guardar por toda minha vida.

AS ANTOLOGIAS DE HORROR SÃO UMA ALTERNATIVA VIÁVEL AQUI NO BRASIL?
Joel
– Acho que é um bom caminho para mostrar a diversidade de nossa cultura e a qualidade de nossos profissionais. Como todos já sabemos, fazer filmes no Brasil é complicado e sendo de terror, fica mais difícil ainda. As antologias podem ser alternativas viáveis para diretores que como eu, só conseguiram fazer curtas por conta da dificuldade financeira de se realizar filmes de maior duração. Um bom exemplo disso foi o “13 Histórias Estranhas” organizado por Ricardo Ghiorzi, onde cada diretor produziu seu próprio segmento com recursos próprios. Assim não fica muito pesado financeiramente e o resultado final é um longa, que tem muito mais repercussão, revelando assim, o trabalho desses artistas.


Petter-Fabulas

ENTREVISTA – PETTER BAIESTORF

COMO SURGIU O CONVITE PRA VOCÊ PARTICIPAR DA ANTOLOGIA “AS FÁBULAS NEGRAS”?
Petter Baiestorf
– A gente estava trabalhando juntos num outro projeto coletivo que seria inspirado na revista de horror “Calafrio”, da Editora D-Arte. Ele acabou sendo um projeto que não deu certo e cada um foi fazer seus próprios filmes. Daí no final de 2013 o Aragão conseguiu investidor pra rodar “As Fábulas Negras” e convidou o Mojica, Joel e eu para co-direção do longa.

VOCÊ JÁ TINHA ESCRITO O ROTEIRO DE “PAMPA FEROZ” OU ELE FOI FEITO PARA O FILME?
Petter
– Assim que o Aragão me convidou, como eu não estava trabalhando em nenhum outro projeto por aqueles dias, já escrevi um primeiro tratamento. Aragão e eu fomos convidados do Festival FantasNor em Aracaju e já levei o primeiro tratamento em mãos pra ele dar uma olhada e me dizer qual direção dar na história de acordo com o projeto como um todo. “Pampa Feroz” tem muitas ideias que não pude desenvolver nos 20 minutos do meu episódio por questão do tempo, mas ele viraria facilmente um longa-metragem. De certo modo, ao escrever a história, percebi que ambientando ela numa sociedade machista daria pra ter um fundo social bem bacana.


QUAL O RECADO DE VOCÊS PARA PRODUTORES E DIRETORES INDEPENDENTES DO GÊNERO HORROR NO BRASIL?

Rodrigo – Estejam preparados, porque a batalha é bem difícil mas o Brasil produz cada vez mais e melhores filmes de terror. A hora e a vez do terror brasileiro vai chegar.

Joel – Continuem produzindo mais e mais e prestigiem os trabalhos de outros diretores. Juntar forças é a melhor maneira de manter o gênero relevante.

Petter – Produzam como se não houvesse amanhã!

Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay!

Continue lendo
Clique para comentar

1 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eventos

EVENTO: Assombrações.PE – Online (Fev/2021)

Publicados

em

Assombrações

Prepare o seu coração e segure bem firme todos os seus amuletos! Em 26 e 27 de fevereiro, as mais medonhas assombrações de Pernambuco vão invadir suas noites por meio do celular ou do computador. Falamos do projeto Assombrações.PE – Online, aprovado pela Lei Aldir Blanc e Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco. A produção é do ator e diretor teatral Paulo André Viana.

Serão seis contos assustadores veiculados ao vivo no Youtube: atores interpretam narrativas sobre personagens sinistros do nosso imaginário como a Perna Cabeluda, o Lobisomem, a Velinha da Caxangá, o Boca-de-ouro, a Galega do Cemitério de Santo Amaro. Os roteiros das encenações são baseados em textos de livros do jornalista e escritor Roberto Beltrão, criador do site O Recife Assombrado (orecifeassombrado.com).

Na programação do projeto Assombrações.PE – Online está previsto ainda um bate papo sobre lendas, literatura e oralidade com Viana, Beltrão e também com a folclorista Rúbia Lóssio e com contadora de histórias Edneide Torres. Haverá ainda o evento online Quem tem medo de assombração? onde Paulo André Viana e o ator Renê Ribeiro vão receber pessoas que tiveram encontros com assombrações. Também serão exibidos dois vídeos de contos assombrados de Roberto Beltrão.

Para ter acesso a todo esse conteúdo cheio de mistérios e segredos que vai encantar o público de todas as idades, basta acessar o canal d’O Recife Assombrado no YouTube. É tudo de graça!

Confira a programação completa do projeto Assombrações.PE – Online:

26 de fevereiro de 2021

19h30 – “Assombrações virtuais”
Narrações ao vivo de seis contos assombrados adaptados dos livros de Roberto Beltrão e ainda prosa com o autor e contadores de histórias, com mediação de Paulo André Viana.
Contos:
O Lobisomem da Vila Santa Luiza, com Edneide Torres
A Sinhá e o Diabo – com Yale Feitosa
Os pulos da Perna Cabeluda – com Conceição Santos
O medonho fantasma das pontes e esquinas – com Carminha Moraes -.
A Velha do ônibus – com Cleyton Cabral
A sedutora que passeia à noite – com Renê Ribeiro

27 de fevereiro de 2021

19h30 – “Prosa assombrada”
Bate papo sobre lendas, oralidade e literatura fantástica Roberto Beltrão, Rúbia Lóssio e Edneide Torres – mediação de Paulo André Viana

20h30 – Quem tem medo de assombração?
Paulo André Viana, Renê Ribeiro e convidados trazem relatos de pessoas que tiveram encontros com assombrações. Exibição de dois vídeos de contos assombrados de Roberto Beltrão.

Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay!

Continue lendo

Eventos

ESTREIA: Suplicium na TVU (23/02)

Publicados

em

O decadente escritor de histórias fantásticas, Alan Werner, reúne velhos amigos para uma noite de contação de histórias. Com a promessa de que dividirá os lucros da venda de uma antologia escrita com a contribuíção criativa de todos, o ambicioso escritor pretende em segredo roubar todas as narrativas contadas à mesa, e para isso usa de artifícios sobrenaturais.

O encontro provoca ressentimentos e revela segredos pessoais que irão abalar tragicamente a amizade entre eles. Na mesma noite, Alan percebe que se envolveu numa armadilha em que as fábulas contadas provocam incidentes no mundo real, e todos parecem estar presos à mesa, diante da gigantesca luminária de metal que envolve todos os presentes com sua luz poderosa e ameaçadora.

Os personagens de SUPLICIUM revelam 18 contos, demonstando predileções por variados temas relacionados ao gênero: criaturas animalescas, entidades sobrenaturais, desejos de vingança e ocultismo. SUPLICIUM é uma série em seis episódios cuja trama tem como ponto central um grupo de amigos que se reúne para uma noite de conversas em torno de uma mesa, um encontro que remete às milenares conversas ao redor da fogueira para contar histórias.

Esta série pernambucana foi elaborada pelas mentes do roteirista André Pinto, do Produtor e Diretor de fotografia Henrique Spencer, e dos organizadores do Toca o Terror (site/cineclube/programa de rádio e podcast). Em seis episódios, o seriado traz um pouco do horror cósmico Lovecraftiano, da crueza das obras de Stephen King, e da fantasia mítica de Neil Gaiman, reunindo toda a trama em torno do eterno confronto entre realidade e fantasia.

Como as histórias que compõem a série possuem temas diversos, recorre-se a diferentes estilos cinematográficos para realizar os contos narrados pelos personagens principais. SUPLICIUM ainda possui uma estrutura inédita dentre as séries nacionais, pois une dois formatos de antologia: O formato em que as séries de TV são pontuadas comumente por um narrador, apresentador ou tema comum (Além da imaginação – 1964/1969, Outer Limits – 1965/1966, Black Mirror – 2011/2020); e o formato mais comum usado nas obras cinematográficas, em que uma história principal serve de conexão entre os contos (Contos da Cripta – 1972, V/H/S – 2012).

Um dos objetivos da obra foi preencher uma lacuna de mercado com conteúdo previamente estruturado por uma equipe criativa nacional, trabalhando em coletividade dentro do modelo já consagrado de sala de roteiristas. Tal grupo, composto por colaboradores com experiência e afinidade com os temas relacionados aos gêneros de horror, ficção e fantasia, exploraram não só as narrativas clássicas universais, como também abordaram de forma particular e inédita algumas lendas e causos da cultura brasileira.

Originalmente chamada de “Fãtásticos“, o seriado teve diversas adaptações ao longo do tempo e teve dois de seus segmentos transformados em curtas que foram exibidos e premiados em festivais de cinema pelo país. A estreia de SUPLICIUM acontece no dia 23 de fevereiro às 00h30 (da segunda pra terça) na TVU Recife – Canal 11.1 e com exibições até o dia 28 de fevereiro de 2021.

SUPLICIUM
Série em 6 episódios

Duração de cada episódio: Aprox. 45 mins
Classificação Indicativ: 18 anos
Estreia 23 de fevereiro, às 00h30 (da segunda pra terça) na TVU Recife (Canal 11.1)
Instagram: @suplicium

Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay!

Continue lendo

Eventos

EVENTO: macaBRo – Horror Brasileiro Contemporâneo (2020)

Publicados

em

macaBRo CCBB

O Centro Cultural Banco do Brasil promove de 28 de outubro a 23 de novembro a mostra macaBRo – Horror Brasileiro Contemporâneo, um passeio sinistro pela produção audiovisual de terror 100% brasileira. Serão exibidas 44 produções entre longas e curtas-metragens da nova geração de diretores e diretoras, assim como de nomes consagrados como José Mojica Marins, o Zé do Caixão. As exibições serão gratuitas e online na plataforma darkflix.com.br/macabro, serviço de streaming do gênero Cinema Fantástico.  

Os filmes ficarão disponíveis 24 horas e com limite de visualizações no caso dos longas, e durante uma semana, para os curtas. Como forma de diminuir os riscos apresentados pela covid-19, toda a programação será online e contará também com debates e palestras, com inscrições via Sympla, além de cursos e lives no Youtube e Instagram da @blgentretenimento, sem necessidade de inscrição prévia. Todas estas informações também podem ser vistas aqui: https://linktr.ee/blgentretenimento.

O projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil e tem produção da BLG Entretenimento. Conta com curadoria de Breno Lira Gomes – curador do festival Maranhão na Tela desde 2007 e de diversas mostras, como a recente “Stephen King – O medo é seu melhor companheiro” – e Carlos Primati, idealizador da mostra “Horror no cinema brasileiro”. A dupla selecionou curtas e longas-metragens produzidos nos últimos cinco anos, entre 2015 e 2019, com data de lançamento até 2020, que continham forte experimentação visual, histórias horripilantes e marcantes. 

Morto Não Fala

Entre os longas-metragens, destacam-se produções que lançaram nomes de relevância no cenário do cinema nacional atual, como o premiado “Morto Não Fala”, de Dennison Ramalho, exibido em mais de 40 festivais no mundo e protagonizado por Daniel de Oliveira, Fabíula Nascimento e Bianca Comparato, “O Animal Cordial”, de Gabriela Amaral Almeida, com Luciana Paes, Murilo Benício e Irandhir Santos, “Sem Seu Sangue”, de Alice Furtado, que estreou no Festival de Cannes, e o aguardado “O Cemitério das Almas Perdidas”, de Rodrigo Aragão. Também estão na lista “Quando Eu Era Vivo”, de Marco Dutra, “Terminal Praia Grande”, de Mavi Simão, “O Clube dos Canibais”, de Guto Parente, “A Casa de Cecília”, de Clarissa Appelt, “Condado Macabro”, de André de Campos Mello e Marcos DeBrito, “Mal Nosso”, de Samuel Galli, entre outros.

Já os curtas-metragens vão integrar sessões homenagens com quatro mini retrospectivas de nomes que se destacaram nos últimos anos no gênero. O público poderá conferir os filmes “O hóspede”, “Não tão longe”, “O desejo do morto”, “Cova aberta”, “Mais denso que o sangue” e “Os mortos”, da produtora paraibana especializada em filmes de gênero Vermelho Profundo; “Uma primavera”, “A mão que afaga” e “Estátua”, da cineasta Gabriela Amaral Almeida; “Nocturnu”, “Amor só de mãe” e “Ninjas”, do diretor Dennison Ramalho; além de quatro curtas, sendo um dirigido e um codirigido pelo também homenageado Zé do Caixão: “O saci”, “Coffin Joe’s Heart Of Darkness”, de Marcelo Colaiacovo, Nilson Primitivo e José Mojica Marins, com trechos inéditos, “Tirarei as medidas do seu caixão”, de Diego Camelo, e “A lasanha assassina”, animação com voz de Mojica e direção de Ale McHado. 

“A mostra macaBRo – Horror Brasileiro Contemporâneo vem para celebrar esse cinema cheio de coragem e vontade de encontrar o seu público. E principalmente, de narrar uma boa história de terror essencialmente brasileira, com temáticas ligadas à nossa cultura. O cinema brasileiro não é feito apenas de um tipo de filme e essa é uma boa oportunidade de valorizarmos ainda mais a recente produção do gênero no país. A mostra é fruto de uma produção atual e pulsante, que reúne uma nova geração de diretores e diretoras, que estão vendo a chance de experimentar dentro da linguagem cinematográfica, lado a lado com nomes já consagrados como o grande mestre José Mojica Marins, o eterno Zé do Caixão”, explica o curador Breno Lira Gomes. 

 MOSTRA MACABRO – HORROR BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO  
PROGRAMAÇÃO

28 de outubro, quarta-feira
18h – O Hóspede (curta-metragem), de Anacã Agra e Ramon Porto Mota
19h – Live com a crítica de cinema Beatriz Saldanha e os diretores Ramon Porto Mota e Ian Abé, da produtora homenageada Vermelho Profundo
20h – A Noite Amarela (Acessível: Legenda descritiva e interpretação em Libras), de Ramon Porto Mota

29 de outubro, quinta-feira
16h – Cova Aberta (curta-metragem), de Ian Abé
18h – O Nó do Diabo – Episódio 1, de Ramon Porto Mota
20h – Canto dos Ossos, de Jorge Polo e Petrus de Bairros

30 de outubro, sexta-feira
18h – O Nó do Diabo – Episódio 2, de Gabriel Martins
19h – Live com a pesquisadora Yasmine Evaristo e a produtora Mariah Benaglia e o diretor Jhésus Tribuzi, da produtora homenageada Vermelho Profundo
20h – Os Mortos (curta-metragem), de Jhésus Tribuzi

31 de outubro, sábado
15h – O Nó do Diabo – Episódio 3, de Ian Abé
16h – Curso “Trajetória do horror no cinema brasileiro” com o curador Carlos Primati – Módulo 1: Os primórdios do horror brasileiro (melodramas góticos, comédias de fantasmas e filmes de selva)
18h – O Desejo do Morto (curta-metragem), de Ramon Porto Mota
19h – Debate “O terror e o cinema brasileiro” com a cineasta Gabriela Amaral Almeida, o cineasta Rodrigo Aragão, a crítica de cinema Flávia Guerra. Mediação do curador Carlos Primati.
20h – A Mata Negra, de Rodrigo Aragão

01 de novembro, domingo
16h – O Nó do Diabo – Episódio 4, de Jhésus Tribuzi
18h – Mais Denso que o Sangue (curta-metragem), de Ian Abé
20h – Não tão Longe (curta-metragem), de Ian Abé

02 de novembro, segunda-feira
16h – O Nó do Diabo – Episódio 5, de Ramon Porto Mota
18h – Sem seu Sangue (Acessível: Legenda descritiva e interpretação em Libras), de Alice Furtado
19h – Live com o curador Carlos Primati e a diretora de “Sem seu sangue” Alice Furtado
20h – As Núpcias de Drácula, de Matheus Marchetti

03 de novembro, terça-feira
18h – A Noite Amarela (Acessível: Legenda descritiva e interpretação em Libras), de Ramon Porto Mota
20h – Os Jovens Baumann (Acessível: Legenda descritiva e interpretação em Libras), de Bruna Carvalho Almeida

04 de novembro, quarta-feira
18h – Christabel, de Alex Levy-Heller
19h – Live com a pesquisadora Laura Loguercio Cánepa e a diretora homenageada Gabriela Amaral Almeida
20h – O Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida

05 de novembro, quinta-feira
18h – Uma Primavera (curta-metragem), de Gabriela Amaral Almeida
20h – #ninfabebê, de Aldo Pedrosa

06 de novembro, sexta-feira
18h – Estátua! (curta-metragem), de Gabriela Amaral Almeida
19h – Live com o curador Breno Lira Gomes e o ator de “Quando eu era vivo” Antonio Fagundes
20h – Quando eu era Vivo, de Marco Dutra

07 de novembro, sábado
14h – O Segredo dos Diamantes, de Helvécio Ratton
15h – A Mão que Afaga (curta-metragem), de Gabriela Amaral Almeida
16h – Curso “Trajetória do horror no cinema brasileiro” com o curador Carlos Primati – Módulo 2: José Mojica Marins e seu legado
18h – O Caseiro, de Julio Santi
19h – Palestra com a cineasta Gabriela Amaral Almeida com o tema “Escrevendo histórias de terror para o cinema”
20h – A Sombra do Pai, de Gabriela Amaral Almeida

08 de novembro, domingo
16h – O Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida
18h – O Clube dos Canibais, de Guto Parente
20h – Condado Macabro, de Marcos deBrito

09 de novembro, segunda-feira
18h – Quando eu era vivo, de Marco Dutra
19h – Live com o curador Carlos Primati e o diretor de “Quando eu era vivo” e montador dos curtas da homenageada, Marco Dutra
20h – Terminal Praia Grande, de Mavi Simão

10 de novembro, terça-feira
18h – A Sombra do Pai, de Gabriela Amaral Almeida
20h – Terra e Luz, de Renné França

11 de novembro, quarta-feira
18h – A Capital dos Mortos 2: Mundo Morto, de Tiago Bellotti
20h – Nocturnu (curta-metragem), de Dennison Ramalho
21h30 – Live com o crítico Marcelo Miranda e o cineasta homenageado Dennison Ramalho

12 de novembro, quinta-feira
16h – Canto dos Ossos, de Jorge Polo e Petrus de Bairros
18h – Amor só de mãe (curta-metragem), de Dennison Ramalho
20h – Quando o Galo Cantar pela Terceira vez Renegarás tua Mãe, de Aaron Salles Torres

13 de novembro, sexta-feira
18h – O Diabo Mora Aqui, de Rodrigo Gasparini e Dante Vescio
19h – Live com o curador Breno Lira Gomes e a atriz de “Morto não fala” Bianca Comparato
20h – Morto não Fala, de Dennison Ramalho

14 de novembro, sábado
16h – Curso “Trajetória do horror no cinema brasileiro” com o curador Carlos Primati – Módulo 3: Horror anos 80
18h – As Núpcias de Drácula, de Matheus Marchetti
19h – Debate “A atuação no cinema de terror” com a atriz Luciana Paes, a crítica de cinema Cecília Barroso. Mediação do curador Breno Lira Gomes
20h – Christabel, de Alex Levy-Heller

15 de novembro, domingo
16h – Ninjas (curta-metragem), de Dennison Ramalho
18h – Condado Macabro, de Marcos deBrito
20h – Mal Nosso, de Samuel Galli

16 de novembro, segunda-feira
16h – A Casa de Cecília, de Clarissa Appelt
18h – O Caseiro, de Julio Santi
19h – Live com o curador Breno Lira Gomes e a atriz e produtora de “Através da sombra” Virginia Cavendish
20h – Através da Sombra, de Walter Lima Jr.

17 de novembro, terça-feira
16h – Morto não Fala, de Dennison Ramalho
18h – Terra e Luz, de Renné França
20h – A Capital dos Mortos 2: Mundo Morto, de Tiago Belotti

18 de novembro, quarta-feira
18h – O Clube dos Canibais, de Guto Parente
20h – O Saci (curta-metragem), de José Mojica Marins

19 de novembro, quinta-feira
16h – A Lasanha Assassina (curta-metragem), de Ale McHaddo
18h -#ninfabebê, de Aldo Pedrosa
20h – Mal Nosso, de Samuel Galli

20 de novembro, sexta-feira
18h – O Segredo de Davi (Acessível: Legenda descritiva), de Diego Freitas
19h – Live com o curador Breno Lira Gomes e o ator de “O segredo de Davi” Nicolas Prattes
20h – Tirarei as Medidas do seu Caixão (curta-metragem), de Diego Camelo

21 de novembro, sábado
14h – O segredo dos Diamantes, de Helvécio Ratton
16h – Curso “Trajetória do horror no cinema brasileiro” com o curador Carlos Primati – Módulo 4: O horror no cinema brasileiro contemporâneo
18h – Os Jovens Baumann, de Bruna Carvalho Almeida
19h – Palestra com a pesquisadora e crítica de cinema Beatriz Saldanha com o tema “Diretoras e o terror”
20h – A Casa de Cecília, de Clarissa Appelt

22 de novembro, domingo
16h – Através da Sombra, de Walter Lima Júnior
18h – Coração das trevas (Coffin Joe’s Heart of Darkness – curta-metragem)
20h – Quando o Galo Cantar pela Terceira Vez Renegarás tua Mãe, de Aaron Salles Torres

23 de novembro, segunda-feira
18h – O Cemitério das Almas Perdidas, de Rodrigo Aragão
19h – Live com o curador Carlos Primati e o diretor de “O cemitério das almas perdidas” e “A Mata Negra”, Rodrigo Aragão
20h – A Mata Negra, de Rodrigo Aragão

Mostra macaBRo – Horror Brasileiro Contemporâneo 
Realização
: Centro Cultural Banco do Brasil 
Curadoria: Breno Lira Gomes e Carlos Primati 
Data: De 28 de outubro a 23 de novembro 
Exibições gratuitas e online: www.darkflix.com.br/macabro  

Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay!

Continue lendo

Trending