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RESENHA: Queen Of Spades: The Dark Rite (2016)

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[Por Felipe Macedo]

Quando crianças, geralmente gostávamos de assustar uns aos outros e principalmente os coleguinhas menos corajosos. Muito de vocês já brincaram de “céu e inferno”, “brincadeira do copo”, invocar espíritos ou contar histórias assustadoras sobre a Comadre Florzinha e a Loira do Banheiro. Sendo que no fim, tudo se tratava de uma assombrosa brincadeira. Infelizmente para quatro amigos adolescentes, a lenda da Rainha de Copas se torna mortalmente real.


Esta é a premissa do terror russo “Queen of Spades: The Dark Rite” (Pikovaya dama. Chyornyy obryad). A invocação do espirito maligno me lembrou a da nossa loira do banheiro. Envolve um espelho e o chamado pelo nome do ser vil. No filme, a ideia das crianças era assustar a mais nova do grupo. Só que eles não imaginariam estar lutando por suas vidas quando a vilã da vez viria por suas almas. Após a morte de um deles, o terror começa e fica a dúvida de quem sobreviverá no fim.

O longa segue à risca alguns clichês básicos desse tipo de filme e a influência de clássicos como “O Chamado”, “Candyman” e “O Exorcista” são bem fortes. Em algumas cenas chegamos até a ver variações de momentos icônicos desses filmes. Daí nota-se que o maior problema de “Queen of Spades” é não ter uma identidade e não desenvolver seus protagonistas. São todos apáticos e com carisma zero. E ao envolver os pais de um dos jovens na trama, o filme desanda ainda mais. A edição é extremamente fraca, com cortes abruptos e às vezes feios mesmo.

O roteiro como já foi dito é uma colcha de retalhos e com diálogos extremamente fracos. Visualmente, “Queen of Spades” é até competente. O visual da malvada da vez é um cruzamento de Samara com Lord Voldermort. No entanto, a direção também é fraca e não cria tensão ou medo. Se não fosse o idioma original em russo, você nem perceberia de onde era, uma vez que ele se enquadra naqueles filmes descartáveis que inundam cinemas do mundo todo.

Escala de tocância de terror:

Direção: Svyatoslav Podgaevskiy
Roteiro: Svyatoslav Podgaevskiy
Elenco: Alina Babak , Valeriya Dmitrieva  , Igor Khripunov e outros
País de origem: Rússia
Ano: 2016

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
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RESENHA: O Poço (2020)

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O Poço

Com uma produção modesta com apoio do governo espanhol e distribuição da Netflix, “O Poço” (El Hoyo) mescla mistério, drama e ficção científica numa trama que é fácil de resumir, mas difícil de explicar. Assim como obras como “Cubo” e “Demônio“, a ação deste filme se concentra em alguns poucos cenários, restando aos atores imprimir um trabalho que chama a atenção do público.

O estreante em direção de longas, Galder Gaztelu-Urrutia, apresenta aqui uma história que se passa em uma espécie de prisão vertical, em que cada andar abriga dois presos. A plataforma não possui grades ou janelas… apenas as paredes, camas e um buraco no chão e no teto que é por onde uma vez por dia desce uma grande mesa de comida.

E é através do comportamento dos presos frente às refeições que são destrinchadas analogias sociais de opressão, solidariedade e das relações de poder que vão de cima para baixo literalmente. Quem tem sorte de ficar nos níveis superiores tem a chance de comer as refeições com os pratos ainda intactos e limpinhos. Já quem está mais abaixo vai tendo que se contentar com o que vai sobrando sem que nehum dos confinados tenha a preocupação de deixar algo para quem vai se alimentar depois. 

Nesta situação de isolamento dividida em um lugar onde você não queria estar e com quem você não queria conviver, o lado obscuro de cada um se revela e podemos esperar o pior na medida em que vemos o que acontece nos níveis inferiores do Poço. Podia ser só um filme tipo crítica social ao sistema carcerário, mas ele abrange uma metáfora maior sobre nossa presença no mundo e nossa responsabilidade diante da escassez e desperdício de alimentos.

Apesar de ter um ritmo mais reflexivo, “O Poço” sempre guarda cenas impactantes (e com boa dose de gore) no desdobramento de sua história garantindo uma certa fluidez pra quem assiste. Obras assim que oferecem algo a mais do que aparentam estão em falta no cardápio da Netflix, mas são sempre bem vindas.

Escala de tocância de terror:

Título original: El Hoyo
Diretor: Galder Gaztelu-Urrutia
Roteirista: David Desola
Elenco: Ivan Massagué, Zorion Eguileor, Antonia San Juan
País de origem: Espanha

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