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DICA DA SEMANA: Hanyo, a Empregada (1960)

O cinema sul-coreano de horror é um dos melhores do mundo. E não é de hoje…

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Hanyo

Após a grande vitória de Parasita no Oscar 2020, os olhos do público admirador da sétima arte se voltaram para a Coreia do Sul. E aproveitando esse barco, minha dica de semana é um filme de 1960 chamado “Hanyo, a Empregada“, considerado o “Cidadão Kane” coreano pelo diretor Bong Joon-ho.

Esse horror psicológico com toques hitchcockianos narra a história da família de um professor de piano que é desestabilizada pela chegada de uma empregada à casa.

A Senhora Kim, esposa do professor, grávida e cansada de trabalhar por horas e horas numa máquina de costura que ainda tem de cuidar de duas crianças – a pequena Ae-Soon, que tem problemas de locomoção e um pestinha chamado Chang-soon. É com essa estafante vida caseira que ela pede que o marido consiga uma empregada para ajudá-la nos afazeres da nova casa que estão montando.

Hanyo, a Empregada

O problema é que Myung-sook, a nova empregada, se comporta de maneira estranha. Entre espionar o compositor enquanto ele dá suas aulas, e o passatempo de ficar pegando ratos com as mãos (?!??), ela fica insistentemente tentando seduzí-lo. Certo dia, ela consegue o que deseja: eles têm uma relação extraconjugal e ela engravida. A partir daí começa um jogo de chantagens, tentativas de assassinatos, suicídios e paranoia num tipo de “Atração Fatal” coreano.

Hanyo, a Empregada

Ah! Antes que eu esqueça… vale salientar que “Hanyo” teve uma refilmagem dirigida pelo diretor Sang-soo Im, em 2010, que chegou a concorrer à Palma de Ouro em Cannes naquele ano.

Hanyo, a Empregada

Graças a Martin Scorsese e a The Film Foundation, que deram um jeitinho de salvar essa obra que estava esquecida e em processo de degradação física, podemos assistir a essa cópia restaurada (e com legendas) assistindo no YouTube.

P.S.: Vários outros filmes clássicos coreanos estão reunidos em um canal oficial no YouTube disponibilizados pelo Korean Film Archive.

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1 comentário

1 comentário

  1. Renato Leão

    26 de fevereiro de 2020 a 21:24

    Quero assistir esse filme e a refilmagem.

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DICA DA SEMANA: O Mestre dos Desejos (1997)

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Mestre dos Desejos

Mestre dos Desejos” (Wishmaster) é aquele típico filme estraga-prazeres. Não pelo filme em si, claro, mas por sua premissa que acaba com as fantasias de muita gente que só conhecia as lendas de gênios da antiguidade pelos desenhos da Disney.

O lance é que esses seres mágicos chamados de Djinns existem por aqui há séculos e tudo o que querem é só um descuido dos humanos pra povoar a Terra com tudo de ruim que sua vã imaginação pode conceber. Em “Mestre dos Desejos“, um verdadeiro clássico dos anos 90, produzido por Wes Craven e dirigido por Robert Kurtzman, temos a história de um desses Djinns que é despertado na era contemporânea e deseja apenas promover o caos.

Não tem lâmpada mágica para esfregar, mas temos uma estátua e uma opala vermelha que serve de prisão para o gênio diabólico desde o Império Persa. Isso daí é brevemente explicado no início e não precisamos nos preocupar com muita enrolação. De lá até os Estados Unidos nos “dias atuais” é um pulo e é onde o filme concentra sua ação.

Numa sequência de fatos e acasos, a joia que abriga o Djinn (Andrew Divoff) vai parar num laboratório e inadvertidamente ele acaba sendo libertado. A partir daí as desgraças começam a ocorrer desde que ele sugere que sua primeira vítima faça um desejo. A grande sacanagem da parada é o gênio interpretar o desejo ao seu modo, igual a algumas piadas infames. E assim o Djinn que ressurgiu como um monstro sai disfarçado de um canto a outro sacrificando vidas humanas a troco de pedidos mal feitos e chantageando outras pessoas para que façam o que ele quer.

Contra o filme só temos mesmo os efeitos digitais super datados, mas a seu favor temos cenas bem impactantes, um toque de humor mórbido e a presença especial de Robert Englund (o protagonista de outro filme de Wes, vocês sabem qual…). “Mestre dos Desejos” está no catálogo da Amazon Prime Video. Depois de vê-lo ou revê-lo, possivelmente você vai passar a ser mais cauteloso naquilo que pede.

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DICA DA SEMANA: Cujo (1983)

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Cujo

O nome de Stephen King já levou inúmeros fãs de horror a encarar um filme, sem nem saber que se tratava, apenas porque foi baseado em um dos seus livros. Eu já fui assim, principalmente na época das locadoras, quando só se tinha muita informação das grandes produções. Tinha longas, lançados direto para vídeo, que você ia às cegas, apenas confiando no taco do senhor King.

Mesmo assim, eu era desconfiado com alguns desses filmes. Cujo, de 1983, era um deles. Não entrava na minha cabeça uma história de mãe e filho presos em um carro, sendo ameaçado por um cão raivoso. Com o passar dos anos, comecei a ler elogios sobre o longa dirigido por Lewis Teague (Alligator e Olhos de Gato).

Resolvi dar uma chance a Cujo. Quando gravamos nosso programa de rádio sobre filmes com animais, tive que dar o braço a torcer, pois o filme é muito bom sim. O enredo, no entanto, é um exagero só: um cachorro da raça São Bernardo é mordido por um morcego e contrai raiva (e pense numa raiva).

Após seu carro dar problema em uma oficina no meio da nada, Donna Trenton (Dee Wallace) e seu filho pequeno Tad (Danny Pintauro) ficam cercados pelo bicho. O roteiro simples pode dar a impressão, e era o que eu achava antes, que a história é monótona, mas as boas atuações da dupla de protagonistas e as reviravoltas da trama não te deixam cochilar. Entrou no catálogo da Netflix e aproveite no fim de semana.

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DICA DA SEMANA: Vamp – A Noite dos Vampiros (1986)

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Vamp - A Noite dos Vampiros

[Por Geraldo de Fraga]

Quando se fala de filmes de vampiros dos anos 80, A Hora do Espanto e Os Garotos Perdidos são os longas considerados clássicos. Porém existe uma produção menor, quase sempre esquecida pela maioria dos fãs do gênero, mas que se mantém na memória afetiva dos quarentões, principalmente aqueles que eram ‘ratos de locadora de vídeo’. (mais…)

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