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DICA DA SEMANA: Dead Mountaineer’s Hotel (1979)

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Dead Mountaineer's Hotel

A polícia recebe uma ligação anônima vinda de um hotel, que fica em uma região montanhosa, praticamente no meio do nada, durante um rigoroso inverno. Eles enviam Glebsky (Uldis Pucitis), o típico detetive sisudo, de cara fechada, poucos amigos e vestido com um sobretudo, para apurar o que teria acontecido.

Chegando lá, o homem se depara com uma galeria de tipos esquisitos, a começar pelo próprio recepcionista. O policial também recebe o carinho de um enorme cão da raça São Bernardo, que foi de um hóspede e alpinista cujo rosto foi pintado em uma das paredes do estabelecimento e que faleceu nas proximidades (daí o título). Por tudo aparentar estar mais do que tranquilo, Glebsky aceita o convite para jantar e passar a noite no local. É quando cai uma avalanche que mantém todos em estado de isolamento forçado e não muito depois, o assassinato de um dos hóspedes.

DEAD MOUNTAINEER’S HOTEL é uma produção da Estônia, lançada enquanto o país se encontrava anexado à U.R.S.S. (a.k.a. União Soviética). Trata-se daquele tipo de longa que, no decorrer de sua narrativa passada em uma única locação, consegue fazer com que o espectador enxergue aquele lugar como uma porta de entrada para um mundo diferente do “normal” e do que acreditamos conhecer. Mas é claro que essa não seria uma história comum de detetives… afinal, o filme está sendo recomendado pelo Toca o Terror!

O personagem principal, inclusive, passa a ter suas crenças e convicções pessoais desafiadas por tudo que vê acontecer ao seu redor. E como é de esperar de alguém com uma visão fechada e limitada como a de um policial (ou a de um fascista mesmo, fique à vontade), ele seguirá o senso comum e essa história termina de forma trágica.

Um porém que melhoraria a experiência seria a revelação do mistério vir antes do 3º ato. O ritmo do filme de Grigori Kromanov melhora consideravelmente após o espectador também ficar sabendo um pouco mais sobre o que raios está acontecendo no hotel. Mas isso não diminui o prazer de ver esse híbrido de gêneros interessante e fora do convencional.

Adaptado de um livro dos Irmãos Strugátski, DEAD MOUNTAINEER’S HOTEL foi roteirizado por esses autores de enorme importância para a literatura de ficção científica. O romance ainda ganharia uma adaptação para jogo de PC em 2011. Vale lembrar que 1979 também veria o lançamento de STALKER, do cineasta Andrei Tarkovski, outro filme roteirizado por eles a partir de “Piquenique na Estrada”, um de seus livros mais famosos.

Atenção para a trilha sonora eletrônica e o aspecto visual do longa, que faz com que ele pareça ter influenciado o que viria a seguir em filmes lançados a partir de “Blade Runner”, embora isso seja muito pouco provável pela dificuldade de um filme vindo da U.R.S.S. em ser comercializado no ocidente durante a Guerra Fria.

DEAD MOUNTAINEER’S HOTEL pode ser assistido no YouTube, o link disponibiliza legendas em inglês.

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DICA DA SEMANA: Triângulo do Medo (2009)

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Triângulo do Medo

Na busca por algo mais “desafiador” para indicar, vi que no Amazon Prime Video ainda está disponível o cabuloso e intrigante TRIÂNGULO DO MEDO (Triangle, 2009), filme que me surpreendeu na época do seu lançamento e que só melhora a cada revisão.

Em TRIÂNGULO DO MEDO, Jess, e um grupo de amigos, sofrem um acidente em alto mar e ficam à deriva em cima do casco da embarcação que está de ponta cabeça. Eis que um enorme cruzeiro surge para salvação de todos. Ao embarcarem, o navio parece estar abandonado até que uma pessoa mascarada aparece pra matar geral. Agora nossa protagonista só pensa em voltar para seu filho, mas tudo só piora quando percebe que está presa num tipo de looping temporal.

Escrito e dirigido por Christopher Smith (Mutilados, Trem do Medo, Morte Negra), TRIÂNGULO DO MEDO poderia cair fácil nas armadilhas da própria premissa e findar num filme chato e confuso, mas é justamente o contrário, pois o cineasta soube trabalhar as “repetições” sempre entregando elementos novos que vão se encaixando conforme avança em toda sua espiral de insanidade e violência. O roteiro além de não tratar o espectador como incapaz – não se vale de diálogos expositivos que explicam tudo a cada momento – ainda traz questões sobre maternidade que servem para a trama e além.

Violento e com um quebra-cabeça muito bem arquitetado, TRIÂNGULO DO MEDO é altamente indicado para quem curte ficar teorizando, pois é aquele tipo de filme que dá um nó nas idéias por ser cheio de detalhes que podem passar despercebidos a primeira vista, mas que numa revisão só melhoram a experiência.

NOTA: Se gosta desse tipo de filme e quer conhecer outros de terror que tratam tratam de viagens temporais, indicamos aqui mais 2 filmes do tipo pra você.

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DICA DA SEMANA: Rituais (1977)

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Rituais

Minha DICA DA SEMANA conta a história de um grupo de cinco médicos que resolvem se aventurar por alguns dias no meio da natureza em um tipo de versão canadense de “Amargo Pesadelo“.

Rituais” (Rituals) dirigido por Peter Carter, com bela fotografia de René Verzier, assim como o ótimo australiano “Um Longo Fim de Semana“, nos mostra uma natureza que ao mesmo tempo pode ser bela e terrível. Não bastassem as situações adversas da viagem, tudo começa a piorar com a presença de um “stalker” (ou seria mais de um?) que decide infernizar o grupo com suas “travessuras”.

Tudo começa com um inocente roubo das botas de todos. Porém, depois, quando a brincadeira avança pra uma cabeça de alce pendurada numa árvore, a trupe chega à conclusão que está na hora de procurar um jeito de voltar para casa… só que nosso amigo nativo não está muito disposto a deixar que saiam dali facilmente.

Os integrantes do grupo começam a sucumbir armadilha após armadilha e, assim como o perseguidor em cima do morro, observamos uma já abalada amizade ser posta à prova por mágoas e ressentimentos vindo à tona devido aos momentos de pressão (fórmula que funciona muito bem no ótimo “Abismo do Medo“, de Neil Marshall). A obra, que foi filmada em continuidade, deixa ainda mais visível o desgaste causado aos atores e é aí que o saudoso Hal Holbrook (“Creepshow“, “A Bruma Assassina“) brilha como Harry.

Apesar do baixo custo da produção, a maquiagem eficiente de Carl Fullerton (“Sexta-Feira 13 parte 2 e 3″, “O Silêncio dos Inocentes“, etc.) traz o pouco de gore que a gente tanto gosta em cenas como a da cauterização com pólvora (Rambo bebeu nessa fonte? E a faixa vermelha na cabeça, hein?) e a bela música de Hagood Hardy valorizam ainda mais o resultado final.

A meu ver o ponto fraco do filme é a resolução final. Citando o protagonista, “Há coisas piores na vida do que leite em pó, suponho” e o final desse filme é uma delas (apesar de ser ao mesmo tempo bastante sinistro).

Confiram “Rituaisnessa cópia sem cortes e com bem menos riscos e ruídos que uma outra versão que roda a internet há um bom tempo. Boa diversão!

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DICA DA SEMANA: 13 Fantasmas (1960)

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13 Fantasmas

Se 1 fantasma já dá medo, imagine ter que lidar com 13 ao mesmo tempo em uma casa. Essa é a premissa de um filme que já entrega de cara e sem rodeio o que veremos: “13 Fantasmas” (13 Ghosts), produção de William Castle que obviamente deu bem o que falar quando foi lançado há 61 anos.

Quem ligou o nome à pessoa sabe que Castle era o “rei da munganga” no cinema dos anos 50 e 60 sempre dando um jeitinho de apimentar as sessões de seus filmes de formas inusitadas. Em “Força Diabólica” (The Tingler), ele colocou botões pra dar choque nos espectadores; em “A Máscara do Horror” (Mr. Sardonicus), ele praticamente inventou o “Você Decide“… e por aí vai.

Nesta produção tipicamente modesta mas bem produzida, o diretor instruía o público a colocar uma espécie de “óculos 3D” para visualizar os fantasmas que apareciam em cena. E apesar da tecnologia 3D já estar em uso há alguns anos, a técnica dele chamada de “Illusion-O” era mais arrojada, com sequências em cores que tinham contraste com as lentes dos óculos que a plateia recebia e colocava no rosto a cada indicação na tela.

Mas tirando esta parte “interativa”, “13 Fantasmas” por si só garante a diversão. Claro que tem uma história meio batida como a de uma família que recebe a herança de um antepassado e que precisa de alguma forma passar uns dias em uma casa sinistra. O que eles não contavam é que o excêntrico Dr. Zorba tinha o hábito de capturar fantasmas pelo mundo e guardá-los em um dispositivo na casa onde a família precisa ir.

Em termos estéticos, os fantasmas que aparecem até lembram aquelas assombrações dos curtas de Lumiére e Segundo de Chomón com cenas sobrepostas em cenários filmados. Além dessas referências e da história que não traz muitas surpresas, “13 Fantasmas” também é marcante por ser um dos primeiros filmes do cinema norteamericano a usar a tábua Ouija da forma como conhecemos, com direito a um baita susto nos personagens e nos espectadores.

Para saciar sua curiosidade a respeito dessa obra de William Castle, acesse o catálogo do Plex em seu computador ou em Smart Tvs e finja que o remake dos anos 2000 nunca existiu.

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